O fim do Kulminator: o que acontecerá com a lendária coleção de cervejas do melhor bar do mundo?

Por mais de cinco décadas, o Kulminator, em Antuérpia, acumulou uma das maiores e mais famosas coleções de cervejas envelhecidas do mundo. Agora, com o encerramento definitivo da casa, começa uma verdadeira operação para catalogar e preservar esse patrimônio cervejeiro.
Desde que o Kulminator fechou definitivamente as portas, uma pergunta passou a circular entre os apaixonados por cerveja em Antuérpia: o que acontecerá com o gigantesco acervo que Dirk Van Dyck e Leen Boudewijn reuniram ao longo de décadas?
Aos poucos, porém, a resposta começa a tomar forma.
No último verão, um pequeno grupo de frequentadores fiéis assumiu uma tarefa quase arqueológica: inventariar a coleção. Além disso, o trabalho revelou uma dimensão ainda maior desse acervo. São dezenas de milhares de garrafas, muitas delas testemunhas de uma época em que cervejarias que hoje pertencem à história ainda produziam suas especialidades.
Enquanto isso, um dos depósitos já chegou ao fim dessa primeira etapa. A equipe esvaziou o espaço e encaminhou para reciclagem centenas de garrafas vazias, sem valor comercial, que carregavam os nomes de marcas desaparecidas há muito tempo.
No entanto, o verdadeiro tesouro ainda está por vir.
Milhares de caixas e engradados aguardam catalogação. E, ainda assim, isso representa apenas uma pequena parte do acervo.
Catalogação
As inúmeras adegas e áreas de armazenamento espalhadas pelo Kulminator — além de outros locais ligados à coleção — ainda precisam passar pelo mesmo processo. Primeiro, será necessário catalogar todo o material; depois, organizar e avaliar cada lote; finalmente, decidir o destino de tudo isso. Será, portanto, uma tarefa longa e minuciosa.
Segundo as estimativas mais recentes, o trabalho poderá avançar até o final de 2027. Até lá, muitas garrafas ainda deverão sair das sombras das adegas onde permaneceram guardadas durante anos.
A história ganhou um novo capítulo depois do tradicional recesso de janeiro. Naquele momento, o Kulminator simplesmente não reabriu as portas. Com o passar das semanas e, posteriormente, dos meses, tornou-se cada vez mais evidente aquilo que muitos clientes relutavam em aceitar: a lendária casa de cervejas de Antuérpia não voltaria a funcionar.
Por isso, de todos os cantos do mundo cervejeiro, começaram a chegar as primeiras mensagens.
Colecionadores, apaixonados e antigos frequentadores, então, passaram a fazer a mesma pergunta:
“Podemos comprar o estoque de vocês?”
Uma carta de cervejas inigualável
A coleção do Kulminator tornou-se lendária entre os apreciadores de cerveja. Ao longo dos anos, porém, sua fama ultrapassou as fronteiras de Antuérpia e transformou aquela carta de cervejas em uma verdadeira referência para colecionadores.
Não era raro encontrar clientes debruçados sobre a imensa carta de cervejas em busca de uma garrafa produzida no ano — ou até mesmo no dia — de seu nascimento. E, para surpresa de muitos, muito provavelmente ela estava lá.
Da mesma forma, alguém poderia procurar uma lambic produzida em edição única para homenagear um santo. Nesse caso, talvez aquela garrafa fosse uma das últimas — ou até mesmo a única — ainda existente.
É verdade que a maioria das cervejas deve ser consumida fresca. Com o passar do tempo, no entanto, muitas perdem aromas e sabores, desenvolvem sinais de oxidação e, pouco a pouco, entram em declínio.
Algumas, porém, seguem um caminho completamente diferente.
Cervejas envelhecidas (Vintage)
Determinadas cervejas, especialmente aquelas de maior teor alcoólico e algumas de fermentação espontânea ou refermentadas na garrafa, podem evoluir durante anos ou até décadas. Nesse período, a passagem do tempo deixa de representar uma ameaça e passa a fazer parte da própria experiência da cerveja.
Ao longo desse processo, a doçura e o amargor podem se transformar, enquanto novos aromas surgem e os sabores ganham camadas de complexidade. Assim, a cerveja passa a revelar características que simplesmente não existiam — ou ainda não haviam se desenvolvido — quando era jovem.
Por isso, esse universo de transformação fascina colecionadores e especialistas em cervejas envelhecidas. Mais do que simplesmente guardar garrafas, eles acompanham a evolução de cada cerveja e procuram descobrir como o tempo modificou aquilo que o cervejeiro criou originalmente.
Agora, portanto, esse acervo poderá despertar o interesse de um público ainda maior. É para esses colecionadores e especialistas que poderá surgir uma oportunidade extraordinária: um dos maiores leilões de cervejas maturadas já realizados.
Há, entretanto, uma ressalva importante.
Estima-se que entre 10% e 30% das garrafas possam ter se deteriorado ao longo dos anos. Afinal, nem toda cerveja nasce para envelhecer e, mesmo aquelas com potencial de guarda, não oferecem garantias depois de décadas.
Ainda assim, cada garrafa carrega uma possibilidade. Algumas podem ter chegado ao fim de sua jornada; outras, por sua vez, podem ter atravessado décadas de espera e estar justamente no ponto em que o tempo revela toda a sua complexidade.
Existe, finalmente, apenas uma maneira de descobrir o que ainda está vivo dentro de cada garrafa.
Abrindo-a!
O bar que colocou Antuérpia no mapa da cerveja
Calcular quantas pessoas passaram pelo Kulminator desde sua abertura, em 1974, virou quase um exercício de imaginação.
As estimativas apontam para pelo menos meio milhão de visitantes. E eles vinham de todos os lugares.
A fama internacional começou a crescer principalmente nos anos 1980 e 1990, quando nomes importantes da cultura cervejeira, como o britânico Michael Jackson — o célebre The Beer Hunter — passaram por Antuérpia para coletar material para seus livros e programas de televisão.
A partir dos anos 2000, a Kulminator tornou-se ainda mais conhecida internacionalmente.
O estabelecimento apareceu diversas vezes no The New York Times e passou a ser recomendado por guias turísticos como o Lonely Planet.
Mas foi principalmente a comunidade cervejeira da internet que transformou a casa em um verdadeiro destino de peregrinação.
Durante anos, o Kulminator apareceu entre os estabelecimentos mais bem avaliados do mundo no RateBeer.
Peregrinação cervejeira
O resultado foi, ao longo dos anos, um fluxo constante de turistas cervejeiros.
Para muitos deles, uma viagem à Europa simplesmente não estaria completa sem uma passagem pelo pequeno endereço no Vleminckveld, em Antuérpia.
Mais do que uma parada no roteiro, o Kulminator tornou-se, para muitos viajantes, um verdadeiro destino. Assim, não era incomum encontrar pessoas que planejavam suas viagens à Europa tendo como ponto central uma visita àquela pequena casa de cervejas.
Ali, as coincidências podiam ser tão surpreendentes quanto as cervejas encontradas na carta. Você poderia acabar sentado ao lado do CEO de uma gigante siderúrgica sul-coreana, enquanto, na mesa vizinha, um casal de mochileiros da Califórnia descobria algumas raridades belgas. Ou, quem sabe, poderia degustar uma Orval envelhecida na companhia de um ex-monge trapista austríaco.
E a lista de visitantes ilustres não terminava aí.
Até mesmo o príncipe britânico Andrew — que, anos mais tarde, cairia em desgraça — apareceu por lá certa vez.
Curiosamente, ele pediu apenas um suco de laranja. Enquanto isso, seus seguranças aproveitaram a visita para beber algumas tripels raras.
No Kulminator, afinal, nunca se sabia quem poderia ocupar a mesa ao lado.
De uma bodega a um templo da cerveja
A história do Kulminator começou, no entanto, de maneira bastante diferente.
Dirk Van Dyck havia iniciado seus estudos de medicina, mas, por diferentes circunstâncias, nunca concluiu o curso.
No início dos anos 1970, trabalhava como garçom em um restaurante de mexilhões em Sint-Amands, conhecido por sua carta de vinhos. Foi nesse ambiente que, aos poucos, começou a ganhar experiência no universo da gastronomia e das bebidas.
Junto com sua esposa, Leen Boudewijn, formada em Estudos Germânicos, o casal, então, alimentava o sonho de abrir seu próprio estabelecimento especializado em vinho.
Finalmente, em 1974, eles abriram a Bodega, na Pierenbergstraat 17, no bairro de Kiel, em Antuérpia.
O problema, porém, era que aquela região não demonstrava exatamente grande interesse por vinho.
Foi então que uma visita à Abadia de Chimay mudou o rumo da história.
Durante a visita, o casal recebeu de um monge algumas garrafas de Chimay Blue envelhecidas. A princípio, poderia parecer apenas uma experiência curiosa. No entanto, aquelas garrafas foram suficientes para despertar uma nova paixão.
A partir daquele momento, Dirk e Leen começaram a viajar pela Bélgica em busca de cervejas raras, antigas e pouco conhecidas.
Naquela época, entretanto, o mercado belga era dominado pelas pilsners, enquanto as chamadas cervejas especiais ocupavam apenas um pequeno nicho.
Ainda assim, o casal percebeu que existia um público interessado em descobrir algo diferente.
Assim, pouco a pouco, a coleção começou a crescer.
E, à medida que a coleção aumentava, os clientes também começaram a chegar.
Nasce o Kulminator
Em 1978, porém, Dirk e Leen precisavam de um espaço maior.
Por isso, mudaram-se para o Vleminckveld, no centro de Antuérpia, e ocuparam o espaço onde funcionava o De Kubus, um café alternativo frequentado por hippies e artistas.
Naturalmente, muitos dos antigos clientes acompanharam a mudança. Entre eles estava Peter Crombecq, que posteriormente se tornaria uma importante figura da área de tecnologia da cidade e, naquele período, era considerado um dos maiores especialistas em cerveja do Benelux.
Foi também nesse ambiente que surgiu o De Objectieve Bierproevers, um grupo dedicado à degustação e à avaliação objetiva de cervejas. Com o tempo, o grupo adotaria o Kulminator como sua sede, reforçando ainda mais a vocação cervejeira do estabelecimento.
Curiosamente, o nome da casa veio de uma cerveja alemã: o Kulminator, da cervejaria Kulmbacher.
Naquela época, a cerveja era considerada uma das mais fortes do mundo. Posteriormente, ela ficaria conhecida como EKU 28.
Além disso, Dirk chegou a atuar como seu distribuidor na Bélgica, criando uma ligação ainda mais direta entre a cerveja e o estabelecimento que levaria seu nome.
Enquanto isso, a grande placa luminosa amarela instalada na fachada começava a se tornar parte inseparável da identidade do Kulminator.
Até que, um dia, a prefeitura começou a cobrar impostos sobre letreiros luminosos.
Dirk se recusou a pagar.
Como consequência, a placa nunca mais foi acesa.
“Veurwadist?”
Dirk Van Dyck tornou-se, com o passar dos anos, uma figura tão lendária quanto a própria coleção que construiu.
Conhecido por sua personalidade peculiar, por opiniões fortes e por regras bastante particulares, Dirk ajudou a transformar o Kulminator em um lugar que estava muito além de um simples bar de cervejas.
Ali, ninguém entrava apenas para pedir uma cerveja e ir embora. Antes de qualquer coisa, quem chegava precisava entender onde estava.
A famosa pergunta era:
“Veurwadist?”
Em dialeto de Antuérpia, algo próximo de:
“O que você veio fazer aqui?”
Por isso, responder que queria apenas “tomar uma cervejinha” não costumava ser uma boa ideia.
O visitante precisava demonstrar interesse genuíno pela cerveja. Assim, palavras como “degustar”, “provar” ou “descobrir” eram respostas muito mais adequadas.
E, eventualmente, outra pergunta poderia vir em seguida:
“Você tem dinheiro em espécie?”
O Kulminator não era exatamente conhecido por facilitar a vida dos visitantes. Ainda assim, talvez fosse justamente essa personalidade peculiar que o tornava tão especial.
Durante quase 20 anos de viagens à Bélgica, sempre em busca de cervejas especiais e de histórias que só poderiam ser encontradas em lugares como o Kulminator, tive o privilégio de visitar aquela casa pelo menos uma ou duas vezes por ano.
Em todas essas visitas, fui muito bem recebido por Dirk e Leen. Mais do que simplesmente provar cervejas extraordinárias, tive a oportunidade de compartilhar com eles momentos de conversa, descontração, risadas e, sobretudo, muitas histórias.
E talvez seja justamente isso que torne o Kulminator inesquecível: as cervejas eram extraordinárias, mas as pessoas e as histórias que existiam por trás delas também faziam parte da experiência.
Em 2018, durante uma de minhas visitas, quis fazer uma pequena homenagem a Dirk e lhe presenteei com uma camisa da Seleção Brasileira personalizada, com seu nome estampado nas costas.
Para minha surpresa, ele ficou tão feliz e entusiasmado com o presente que, naquela mesma noite, passou horas nos servindo cervejas enquanto vestia orgulhosamente a camisa que acabara de ganhar.
Naquele momento, eu não poderia imaginar que aquela simples homenagem ganharia um significado tão especial.
A lembrança permaneceu comigo. Anos depois, porém, descobri algo que tornou aquela história ainda mais emocionante: a camisa continuou pendurada no salão principal do Kulminator durante anos, até o fechamento definitivo, no início de 2026.
Assim, aquilo que começou como um pequeno presente levado do Brasil acabou se transformando em parte da própria história do Kulminator.
Pensar que uma simples camisa que levei comigo em uma viagem atravessou tantos anos, permaneceu naquele salão e fez parte da história de uma casa tão especial me emociona profundamente.
As misteriosas adegas
Mas era nas adegas que estava o verdadeiro tesouro.
Ali, porém, o acesso era restrito. Por trás das portas, estavam guardadas cervejas que poderiam ter décadas de idade, muitas delas praticamente inacessíveis ao visitante comum.
Por isso, algumas vezes, o cliente precisava informar com bastante antecedência qual cerveja desejava provar. Só então,Dirk iniciava uma verdadeira expedição pelo labirinto de caixas e barris.
Em determinados momentos, era necessário atravessar pilhas de cervejas para alcançar uma garrafa escondida no fundo. E, curiosamente, esse sistema fazia com que até os próprios proprietários encontrassem, de tempos em tempos, cervejas que já nem lembravam possuir.
Foi assim, pouco a pouco, que o Kulminator se transformou em um verdadeiro laboratório de envelhecimento de cervejas.
O que acontece com uma tripel depois de dez anos? E, mais importante, o que acontece depois de vinte?
Da mesma forma, como uma Westvleteren armazenada durante quinze anos em uma adega se compara a outra mantida pelo mesmo período em um refrigerador?
No Kulminator, afinal, essas perguntas não precisavam permanecer no campo da teoria. Ali, na prática, o tempo, as condições de armazenamento e a própria cerveja forneciam as respostas.
As famosas “spuiters”
Havia também, no entanto, um certo risco envolvido.
Algumas cervejas continuavam fermentando dentro da garrafa durante anos. Como consequência, podiam surgir as famosas “spuiters” — garrafas que, ao serem abertas, literalmente disparavam cerveja para todos os lados.
Entre elas, algumas safras de Orval ficaram especialmente conhecidas por esse comportamento.
Por isso, abrir uma garrafa antiga exigia cuidado. No Kulminator, porém, esse risco também fazia parte da experiência, pois cada garrafa carregava consigo uma história e funcionava como uma espécie de cápsula do tempo.
Mais do que isso, quando alguém abria uma cerveja produzida por uma cervejaria que já havia desaparecido, aquela garrafa podia representar literalmente o último registro líquido daquela produção.
Assim, cada gole adquiria um significado especial.
E, depois daquele último gole, aquela história desaparecia para sempre.
O aniversário de 50 anos
Em 2020, o Kulminator completou 50 anos.
Para marcar a data, clientes fiéis chegaram a propor uma grande homenagem em parceria com a cidade. Dirk, porém, recusou.
Ele preferia uma celebração mais peculiar: 20 de janeiro de 2020, uma segunda-feira.
A escolha da data não foi por acaso. O número 2020 correspondia ao código postal do bairro de Kiel, em Antuérpia, onde toda a história havia começado.
Naquele dia, foram abertas garrafas especiais e, para acompanhar a celebração, pediram-se vários barcos de sushi do restaurante japonês localizado do outro lado da rua.
Além disso, o cervejeiro e artista Kris Herteleer, da De Dolle Brouwers, criou uma pintura especialmente para a ocasião.
O quadro, intitulado “Het laatste bieravondmaal” — A Última Ceia da Cerveja, retratava Dirk como Jesus, Leen como Maria Madalena e dezesseis clientes fiéis como os apóstolos.
Assim, a obra acabou se tornando parte permanente da história da casa e passou a ocupar um lugar de destaque no Kulminator.
Mais do que uma comemoração de cinco décadas, aquela noite resumiu, de certa maneira, o espírito do estabelecimento: cerveja, personagens singulares, humor, amizade e uma boa dose de irreverência.
O fim de uma era
Com o passar dos anos, entretanto, a idade começou a pesar.
Aos poucos, o Kulminator passou a funcionar de maneira cada vez mais irregular. As nove torneiras deixaram de funcionar em 2018 e, desde 2023, ninguém mais se sentava ao tradicional balcão de mármore.
Então, veio o silêncio.
Tradicionalmente, depois do recesso de fim de ano, o Kulminator reabria no dia seguinte à Festa de Reis. Em 2026, porém, isso não aconteceu.
A porta permaneceu fechada.
Inicialmente, muitos ainda esperavam pela reabertura. Com o passar das semanas, no entanto, ficou claro que não se tratava de um simples atraso.
O Kulminator havia chegado ao fim.
Assim, depois de mais de cinco décadas, um dos estabelecimentos mais conhecidos da história cervejeira de Antuérpia desaparecia.
Não houve uma última noite de celebração, nem um grande anúncio de despedida. Apenas uma porta fechada — e, atrás dela, uma adega que ainda guardava milhares de raridades.
Mas sua história ainda está longe de terminar
Nas adegas, permanecem milhares de garrafas que testemunharam a evolução da cerveja belga e, ao mesmo tempo,acompanharam as transformações da própria cultura cervejeira mundial.
Agora, enquanto o inventário avança lentamente, cervejeiros, colecionadores e especialistas aguardam para descobrir o que ainda permanece escondido entre aquelas caixas.
Mais do que isso, todos querem saber quais dessas garrafas ainda estarão vivas.
Para mim, entretanto, o Kulminator nunca foi apenas uma casa de cervejas.
Foi um lugar onde construí amizades, vivi experiências únicas e, acima de tudo, criei memórias que levarei comigo pelo resto da vida.
Por tudo isso, só posso dizer:
Obrigado, Dirk e Leen, por tantos momentos inesquecíveis.
Porque, afinal, para quem entende de cerveja envelhecida, existe uma verdade que resume toda essa história:
A cerveja não é a prima pobre do vinho, ELA É A PROTAGONISTA!